segunda-feira, 28 de julho de 2014

O que é liberdade?

Meu equilíbrio
compete apenas
a mim...

Todas as minhas 
atitudes
todos os meus 
centros
emanam de um mesmo
lugar:
o eu
a consciência
o ser

sentir essa
integridade
esse bastar-se

precisa de
coragem e
respeito com os ciclos.

Há ciclos curtos
como o dia
e longos
como uma lunação
ou longuíssimos,
como educar filhos.

Há até mesmo aqueles
cujo tempo não podemos
apreender, como o de nossa
própria existência

Cada ciclo em si
nos mostra
uma parte em
nós mesmos.

Tudo é ensinamento.
O equilíbrio entre
o fazer e a entrega
o sentir com o corpo e
o ver com a alma,
entre o impulso prático
e o impulso correto intuitivo
deve estar no
amor

sentimento tão amplo,
que pulsa para
todos em
qualquer atitude
positiva de
compaixão e tolerância.

Como poderá ser
tão abrangente, etéreo e eterno,
se algumas vezes pode
ser tão
encarcerado, carcereiro e pungente?

A resposta talvez esteja
no equilíbrio entre
todos os centros.

Que direção se lhes dá?
a que aprisionamentos
os imputamos, e a
nós próprios,
sem consciência ou pudor?

Libertar-se é SER

À nossa programação,
total equilíbrio e liberdade!

AIUÊ!!!

Syara.

Recado de Fraternidade

Irmão cósmico, 
parceiro de todos os dias,
guerreiro romântico da tribo
do arco-íris.

Ajuda-me a descobrir
quem eu sou
mesmo quando obscurece
as minhas escolhas

Te amo tão rosa e leve
como a névoa,
que mesmo quando não parece,
está presente.

Terrestre e cósmico Obaluaê,
curandeiro amigo,
Exploda os seus dons
para todo o universo
em pulsante intento e expansão!

E absorva...
... seus aprendizados,
o prana,
a luz divina,
o amor,
e a caridade.

Syara.

Mulheres brilhantes...!

Na razão, na terra ou maternidade
Na juventude, arte ou maturidade
Cintilam porque são íntegras
Plenas verdades do seio irradiam
E mesmo quando provas duras se lhes interpõem...
Caminham, definitivas.

Mulheres, que lutam por amor àquilo em que creem,
Defendem, persistem, combatem
Inoculam na sociedade
o mais tenro substrato:
uma nova realidade.

Syara.

Este Globo

Flutua organicamente
E vivo, pulsa no nada
que a tudo contém.
Gigante
Sofre as agruras
das atrocidades humanas
e na sua revolta
lança-nos
vulneráveis
aos seus humores...
Mãe-Terra,
Gaia do amor e da vida
que a humanidade
evolua
e mereça
teu seio,
teu zelo,
teu solo.

Syara

CINOMOSE

O cheiro da morte,
degradante, vil,
de espasmos incontidos, 
angústias e excreções...

Quem de súbito adoece
e definha?
Torpes sintomas
Que a moléstia
extravasa
E o corpo, inerte,
ainda vive...

Morte, desejada vilã
do alívio,
cessa o pulsar inválido
e leva então consigo...

Oh, estúpida morte,
que aterra e transforma:
Deixa a vida pulsar!!

Syara

O entardecer

Prepara-nos para
Um mundo de sonhos
Onde as ilusões mundanas
Dissipam-se 
No etéreo do verdadeiro existir
Vagamos na caridade e no verdadeiro amor...
Os encontros surreais
Dão-nos força para seguir
Em busca de reencontrar a própria essência...


Syara

Angústia da dúvida

Estar no mundo, flutuando telepaticamente
em redes energéticas da intenção do amor...
Será luxúria, dependência ou prisão?
Senão o desejo de completar-se ...

Ah, peito oprimido sem espaço para pulsar...
Sentimento de busca pela pureza,
Vontade de desenvolver-se!

Ser mãe, grilhão amoroso
que nos limita unidirecionalmente

Ingenuidade, caminho tortuoso
das más escolhas,
do engano
e do medo.

A solidão de quem não sabe se enxerga a verdade
E vê sozinho, com convicção, o que o mundo diz não existir...

Ah, tristeza pungente de se perder
sem se encontrar
Restando o desequilíbrio da alma
insaciável 

A loucura do desejo

A loucura do desejo
Alheia-nos a um mundo flutuante
Onde o profundo e cioso abraço
conflui a seiva e o néctar
ao centro das galáxias...!

Pungente e dolorido
amor irreal
tão distante e longínquo
quanto uma carta anônima...

Há princesas em torres prisioneiras
Flores no jardim pisoteadas
E jovens rebeldes, mas inermes
Esperando mais que sinais da existência

Se o barba azul de tirano torna-se gentil
E a ilusão, de tão ingênua faz-se idiota
Como descortinar na realidade
O que subjetivamente se intenta?

Syara